Acentos em voos e caravelas – Augusto Soares

e vamos

o toureiro espanhol

a caverna da capa vermelho-verde

dança o tango e o argentino tropeça

no passo do El Camino

o Touro que se esconde

no homem

sempre sera o mesmo da besta

“muerte! muerte! muerte!”

 

voce le Camoes

Quixotes Cervantes

o chileno no quarto ali ao lado

pensando com as paginas

que sempre sentiram e resistiram ao frio

muito mais do que podemos

e o imenso

sonho imenso

ja nao cabe mais em nos

so nas metricas que escrevem os sonetos

connosco, connosco, me puse a sonar

 

mares e caravelas

num mar que naufragou

tantos amores brasileiros

em poesias e versetos

talvez entao

para amar

seja necessaria a leitura

de mapas

e rotas de comercio

 

escrevi um ensaio sobre a lingua Tupi

no El Camino dançando

o tango verde-vermelho

e vamos, ainda vamos

aprender a nos pintar em

espelhos

como os Guaranis

e vitrines da Avenida Paulista

apesar de ter mais medo

das condições climaticas do atlantico

do homem ao lado

do frio los foguitos

do que antigamente

 

levei um tempo, sim

decorando palavra em palavra

o soneto de Camoes

a tira de astrofisica que prometia dominar a luz

a desculpa do editor no jornal

o touro tourada nos teus olhos

< somos la eternidad >

 

escolha uma cor

o seculo XXI

sera na frente

de espelhos.

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